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Bagunça externa, bagunça interna: o impacto da desordem na mente e no coração

Atualizado: 19 de out. de 2025

Casa bagunçada - imagem Canva
Casa bagunçada - imagem Canva

Quem nunca entrou em um ambiente bagunçado e imediatamente sentiu a mente ficar pesada, confusa ou até irritada? A desordem externa parece ter o poder de ecoar dentro de nós, afetando emoções, pensamentos e até a forma como lidamos com a vida.


Por muito tempo, essa conexão me intrigou. Após nove anos de uma busca intensa no meu interior, um mergulho inconsciente, mas profundo, para descobrir quem eu era, encontrei clareza, consciência e novas compreensões sobre mim mesma. Mas, ao olhar ao redor, percebi que o meu exterior não refletia o trabalho interno que eu havia feito.


Foi então que comecei a organizar o mundo ao meu redor: a casa, os objetos, os espaços. Descobri nesse movimento um prazer inesperado e poderoso. A ordem externa passou a dialogar com minha clareza interna, e dessa descoberta nasceu meu encanto pelo Design de Interiores e uma nova paixão que me fascina cada dia mais: o Feng Shui.


A relação entre desordem e mente


A ciência e a psicologia já mostraram o que muitas pessoas sentem na prática: a desorganização física pode aumentar os níveis de estresse, diminuir a capacidade de concentração e gerar uma sensação de descontrole.


Um ambiente caótico envia mensagens constantes ao cérebro, lembrando-nos de tarefas inacabadas e estimulando distrações. Isso gera fadiga mental e emocional, porque o excesso de estímulos visuais impede que a mente descanse.


Por outro lado, quando colocamos ordem no espaço, criamos clareza cognitiva. A casa deixa de ser um lembrete constante de obrigações pendentes e se transforma em um espaço de apoio e descanso.


Minha jornada: do interior ao exterior


Durante quase uma década, estive voltada para dentro de mim. Buscava compreender minhas emoções, meu propósito, minhas feridas e minhas forças. Esse mergulho me trouxe riqueza de consciência e clareza de identidade.


Mas ao abrir os olhos para o mundo externo, percebi algo curioso: a minha casa, meus ambientes, meus objetos não refletiam toda essa transformação interna. Era como se eu tivesse organizado a alma, mas esquecido de dar corpo a essa mudança ao meu redor.


Foi aí que começou minha nova caminhada: organizar o externo para estar em coerência com o interno. Passei a arrumar gavetas, rever o que fazia sentido permanecer, soltar o que já não me representava, decorar os espaços com plantas, trazendo cor e frescos aos ambientes. Aos poucos, o espaço tem começado a refletir minha nova identidade.


Nesse processo, descobri o design de interiores como linguagem estética e prática que une beleza, funcionalidade e expressão pessoal. E encontrei no Feng Shui uma ferramenta ainda mais sutil e profunda: um mapa energético capaz de alinhar espaço, mente e espírito.


Feng Shui: o equilíbrio invisível


O Feng Shui, tradição chinesa milenar, ensina que cada espaço tem uma energia própria, influenciada pela disposição dos objetos, pela circulação do ar, pela luz e até pelas cores.


Não se trata apenas de decorar, mas de harmonizar. Ao ajustar um móvel, posicionar uma planta, abrir espaço para a circulação, estamos reorganizando fluxos de energia que impactam diretamente nossa vida.


O mais fascinante é perceber que esses ajustes não são apenas estéticos: eles tocam o invisível. Assim como os óleos essenciais vibram e despertam nosso interior, o Feng Shui organiza as vibrações do ambiente para favorecer equilíbrio, prosperidade, saúde e relacionamentos.


Para mim, foi transformador perceber que cuidar da casa é, de alguma forma, cuidar do coração.


Desordem como sintoma


Percebi que a desordem externa é, muitas vezes, reflexo de algo que ainda não conseguimos organizar internamente. Uma pilha de papéis pode simbolizar decisões adiadas. Um armário abarrotado pode revelar dificuldade em desapegar do passado. Objetos espalhados podem refletir excesso de pensamentos e preocupações.


Ao olhar para o espaço com esse entendimento, cada bagunça se torna também uma mensagem. E o ato de organizar não é apenas físico, mas simbólico: é dar um passo em direção à clareza, ao desapego e à leveza.


O prazer de organizar


Organizar não se trata de impor regras ou rigidez. É, na verdade, um ato criativo e prazeroso. Cada escolha de cor, cada objeto mantido, cada espaço liberado é um diálogo com a alma.


Organizar é um ritual de cuidado. É como regar uma planta, cozinhar algo nutritivo ou escrever uma reflexão. Um gesto de amor que reverbera no dia a dia.


Hoje, ao ver um ambiente limpo e harmonizado, sinto como se minha mente respirasse melhor. O silêncio chega, a clareza se expande e a vida flui com mais naturalidade.


Design de interiores como autoconhecimento


O design, nesse processo, deixou de ser apenas estética para se tornar espelho da alma. Cada ambiente conta uma história, cada detalhe revela algo de quem somos. A casa, afinal, é o cenário da vida.


Ao seguir o meu entsuiamos no caminho do design de interiores, percebi que ele pode ser também uma ferramenta de autoconhecimento. Não se trata de seguir tendências, mas de escutar a si mesmo: quais cores te acolhem, quais formas te inspiram, quais espaços te fazem sentir em paz.


Assim, decorar deixa de ser superficial para se tornar uma jornada íntima de expressão e coerência.


Feng Shui e propósito


O Feng Shui, aliado ao design, amplia ainda mais esse processo. Ele mostra que os espaços têm propósitos: áreas que representam carreira, relacionamentos, prosperidade, saúde. E que, ao harmonizar cada uma delas, estamos também cuidando desses aspectos na vida.


Essa prática me encanta justamente porque une duas dimensões que caminham juntas: a concreta (organizar móveis, cores, luzes) e a sutil (equilibrar energia, favorecer fluxos de prosperidade e harmonia).


Hoje, percebo que essa paixão pelo Feng Shui não surgiu por acaso. Ela é continuação natural da minha jornada de autoconhecimento. Primeiro olhei para dentro, agora olho para fora. E entendo que as duas dimensões são inseparáveis.


Dicas práticas para organizar e harmonizar


  • Comece pequeno: escolha uma gaveta ou uma prateleira e organize-a por completo. Esse gesto cria movimento e inspiração para avançar.

  • Desapegue: libere objetos que não têm mais função ou significado. O desapego abre espaço para o novo.

  • Crie espaços de respiro: evite excesso de móveis e objetos. O vazio é tão importante quanto o preenchido.

  • Use aromas e luz: óleos essenciais e boa iluminação transformam instantaneamente a energia de um ambiente.

  • Incorpore plantas: elas purificam o ar e trazem vitalidade, conectando natureza e lar.


Conclusão


A bagunça externa não é apenas estética: é um reflexo do nosso estado interno. E a ordem que criamos fora de nós reverbera dentro, abrindo espaço para clareza, equilíbrio e paz.


Depois de nove anos olhando para dentro, entendi que era hora de olhar para fora. E nesse processo de organizar e harmonizar o externo, encontrei duas novas paixões: o Design de Interiores e o Feng Shui.


Tem sido uma jornada prazerosa, criativa e libertadora. E percebo que, quando alinhamos dentro e fora, mente e coração, espaço e alma, a vida ganha um novo fluxo.


Porque, no fim, cuidar da casa é também cuidar de si.


Conheça mais dessa minha jornada no meu perfil @hione.neves

 
 
 

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